Olá, amigos e amigas, tudo bem? Hoje no Lista de Receitas vamos aprender a receita que viralizou e conquistou as redes sociais o famoso hot dog coreano. Se você é daqueles que adora uma novidade crocante e não resiste a um contraste de texturas, prepare-se para se apaixonar.
O hot dog coreano nada mais é do que uma salsicha suculenta envolta em uma camada de massa leve e aerada, que por sua vez é revestida por uma crosta crocante e dourada de batata palha ou pedacinhos de batata-doce. Tudo isso finalizado com um toque agridoce do ketchup e da mostarda, e muitas vezes um fio generoso de molho de queijo. É impossível comer um só!
Ele surgiu nas ruas movimentadas de Seul, na Coreia do Sul, como uma opção prática e saborosa para quem buscava uma refeição rápida e diferente. Rapidamente, as filas se formaram, os vídeos viralizaram e o lanche atravessou oceanos para se tornar um dos queridinhos da culinária de rua mais criativa do momento.
E a melhor parte? Dá para fazer em casa, sem fritadeira industrial e com ingredientes que a gente encontra em qualquer supermercado. Vou te ensinar todos os segredos para uma massa no ponto certo, uma casquinha que não solta e aquele visual digno de food truck. Vem comigo que hoje o lanche vai ser coreano e muito estiloso!
Sobre o hot dog coreano
Tudo começou com o corn dog americano, aquele clássico de feira que os americanos amam desde as décadas de 1920 e 1940 . Foi nos Estados Unidos que alguém teve a brilhante ideia de espetar uma salsicha num palito, mergulhar numa massa de fubá e fritar até dourar. E essa delícia atravessou o mundo. Quando chegou à Coreia do Sul, principalmente depois da Guerra da Coreia, os coreanos olharam para aquele lanche e pensaram: “É bom, mas a gente pode deixar ainda melhor”.
E foi exatamente isso que eles fizeram! Nos anos 1980, o hot dog coreano começou a ganhar forma nas ruas movimentadas de Seul, especialmente perto de escolas e estações de metrô. Os vendedores ambulantes foram testando, adaptando, até criarem uma versão completamente nova. Trocaram o fubá americano por uma mistura de farinha de trigo e farinha de arroz glutinoso, que deixava a massa mais leve, aerada e com aquela textura que é crocante por fora e macia por dentro. Depois, veio a grande sacada espetar um pedaço generoso de mussarela junto com a salsicha. E aí, meu povo, não teve mais volta!
O hot dog coreano deixou de ser uma cópia e virou um original, cobertura de batata palha, o ramen triturado, o toque doce do açúcar polvilhado na hora, o ketchup e a mostarda fazendo aquele contraste de sabores… tudo isso foi criado nas ruas da Coreia, no olho do fogão dos pequenos comerciantes que queriam oferecer algo diferente e especial .
Diferente do corn dog americano, que tem uma receita mais fixa, o hot dog coreano é pura liberdade, você pode rechear com queijo, com salsicha de peixe, com tteok (aquele bolinho de arroz coreano), cobrir com o que tiver na frente e inventar um molho novo. E foi justamente essa personalidade brincalhona que fez o hot dog coreano estourar nas redes sociais anos depois, virar febre mundial e conquistar corações no Brasil, nos Estados Unidos, na Indonésia e no mundo inteiro .
Hoje, quando a gente morde um hot dog coreano e sente a crocância da batata, o derretido do queijo e o toque adocicado do açúcar, a gente não está só comendo um lanche gostoso. A gente está saboreando décadas de história, adaptação e aquele talento coreano de pegar uma ideia boa e transformar em algo inesquecível.
Foto: Receita em casa
Como fazer Hot Dog Coreano 🌭
Categoria: LanchesCozinha: CoreanaDificuldade: Fácil5
unidades25
minutos4
minutos350
kcalAprenda a como fazer hot dog coreano com essa receita passo a passo, é simples, fácil e gostoso, tudo de bom!
OBS: Algumas informações são aproximadas.
Ingredientes
- Para os Espetinhos:
Salsichas: 5 a 9 unidades (de frango, porco ou bovina)
Queijo muçarela: 150g a 300g em fatias ou blocos firmes
Palitos de churrasco: 5 a 10 unidades (hidratar em água por 10 minutos para não queimar)
- Para a Massa (2 versões testadas):
- Versão Rápida (com fermento químico):
1 xícara (chá) de farinha de trigo (140g) – prefiro Dona Benta, testei e a massa fica mais leve
½ xícara (chá) de leite (100-120ml) – temperatura ambiente
1 ovo grande
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de fermento em pó para bolo
1 pitada de sal
- Versão Tradicional Coreana (com fermento biológico – massa mais elástica):
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
240 ml de água morna
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de fermento biológico seco
½ colher (chá) de sal
- Para o Empanado Crocante:
Farinha panko: 200g (quantidade suficiente para empanar) – testei a marca Yamato, é a mais crocante
Farinha de trigo extra: para o “pré-empano” (opcional, mas segura melhor a massa)
- Para Fritura e Finalização:
Óleo vegetal (quantidade suficiente para fritura por imersão)
Açúcar refinado para polvilhar (tradicional coreano!)
Ketchup, mostarda e mel para servir
Modo de preparo
- Passo 1: Preparo dos Ingredientes (Mise en Place)
- Hidrate os palitos: Coloque os palitos de churrasco de molho em água fria por 10 minutos. Isso evita que queimem na fritura .
- Cozinhe as salsichas: Em uma panela com água fervente, cozinhe as salsichas por 3 a 5 minutos. Escorra, lave em água fria (para parar o cozimento) e seque muito bem com papel toalha. Esse segredo evita que o queijo escorregue .
- Prepare o queijo:
- Se usar muçarela em bloco: corte em palitos de aproximadamente 1cm x 8cm.
- Se usar fatias: enrole cada fatia formando um “copinho” ou corte em tiras grossas.
- Dica de ouro: use queijo bem gelado direto da geladeira. Isso evita que ele derreta antes da hora e vaze na fritura .
- Monte os espetinhos:
- Corte as salsichas ao meio (rende mais unidades e fica do tamanho ideal).
- Espete no palito: primeiro a salsicha (com a parte cortada para cima), depois o queijo.
- Para uma versão extra queijosa: use 1/2 salsicha + 1 cubo grande de queijo + outro cubo de queijo .
- Passo 2: A Massa – Escolha sua Versão
- Opção A – Massa Rápida (Fermento Químico):
- Em uma tigela, misture a farinha, o açúcar, o fermento e o sal.
- Adicione o ovo e o leite. Mexa com um fouet até obter uma massa lisa, sem grumos e levemente espessa (consistência de panqueca grossa) .
- Transfira para um copo alto ou caneca. Isso facilita muito na hora de mergulhar os espetinhos .
- Opção B – Massa Tradicional Coreana (Fermento Biológico – minha preferida):
- Em uma tigela, misture a água morna, o açúcar e o fermento biológico. Deixe descansar por 10 minutos até formar uma espuma (fermento ativo) .
- Adicione o sal e a farinha aos poucos, misturando bem até formar uma massa elástica e levemente pegajosa.
- Cubra com plástico filme e deixe descansar em local abafado por 30 a 40 minutos até dobrar de volume .
- Por que prefiro essa versão? Testei as duas e a massa com fermento biológico fica muito mais aerada, leve e com aquela textura de “pãozinho” que derrete na boca. A versão rápida é prática, mas a tradicional é superior.
- Passo 3: Empanamento – O Segredo da Crocância
- Pré-empano (opcional, mas recomendado): Passe os espetinhos montados levemente na farinha de trigo. Isso ajuda a massa a “grudar” melhor no queijo e na salsicha .
- Cobertura de massa: Mergulhe cada espetinho no copo com massa, girando para cobrir completamente o recheio. Deixe escorrer o excesso .
- Empanamento crocante: Role o espetinho na farinha panko, apertando levemente com as mãos para aderir bem. A panko é essencial para aquela crocância que estala na mordida .
- Variação de cobertura: Você pode misturar batata palha ou batata em cubinhos minúsculos à farinha panko para criar o famoso gamja hot dog (hot dog de batata) .
- Passo 4: Fritura – Ponto Certo
- Aqueça o óleo: A temperatura ideal é 160°C a 180°C. Se não tiver termômetro, faça o teste do palito de fósforo: coloque a ponta de um palito de madeira no óleo; se borbulhar imediatamente ao redor, está pronto .
- Frite imediatamente: Não espere os espetinhos empanados descansarem. A massa com fermento continua crescendo e pode escorrer. Frite na hora .
- Tempo de fritura: 3 a 5 minutos, virando para dourar por igual. A casquinha deve ficar dourada e crocante .
- Escorra: Coloque sobre papel toalha para absorver o excesso de óleo.
- Passo 5: Finalização – O Toque Coreano
- úcar!: Enquanto ainda estiverem quentes, polvilhe açúcar refinado generosamente por cima. Esse é o segredo do contraste doce-salgado que define o verdadeiro hot dog coreano .
- Molhos: Sirva com ketchup, mostarda (a Savora tem o sabor mais ácido que combina perfeitamente) e um fio de mel
Vídeo
Notas
- Salsicha: Prefiro Sadia Hot Dog ou Perdigão. Testei com marcas mais baratas e a textura fica borrachuda. As premium têm sabor mais suave e não soltam água.
- Queijo: Uso muçarela em bloco da marca Scala. Queijo de fatia derrete rápido demais. O bloco permite cortar palitos firmes que não vazam na fritura.
- Farinha Panko: A Yamato é a mais flocada e crocante. Farinha de rosca comum não dá o mesmo resultado.
- Fermento biológico: Fleischmann é o que melhor ativa e não deixa gosto residual.
- Óleo muito quente: queima a parte de fora e deixa a massa crua por dentro. Óleo muito frio: o hot dog encharca de óleo e fica pesado. Use fogo médio e teste com um pedacinho de massa. Se dourar em 30 segundos, está perfeito.
Testei o hot dog coreano bastante vezes até chegar na versão que considero perfeita para o paladar brasileiro. O macete que descobri foi a massa com fermento biológico e descanso de 40 minutos é infinitamente superior. No começo, eu usava apenas fermento químico por preguiça, e o resultado era um lanche gostoso, mas com massa mais pesada e que ressecava rápido. Quando passei para a versão com fermento biológico, a massa ficou aerada, leve e com aquela textura de nuvem que a gente vê nos vídeos coreanos.
Outro aprendizado foi sobre o queijo, usei muçarela de fatia nas primeiras tentativas e o queijo simplesmente desaparecia na fritura, vazando tudo para o óleo. Passei a comprar bloco de muçarela (marca Scala) e cortar palitos de 1cm de espessura, deixando-os na geladeira até o último minuto. Nunca mais tive problemas.
Sobre a farinha panko testei três marcas diferentes, a Yamato é a mais cara, mas a diferença é gritante. Ela tem flocos maiores e mais soltinhos, que criam uma crosta extremamente crocante que não encharca. Vale cada centavo.
Por fim, o toque do açúcar polvilhado quente, confesso que na primeira vez estranhei, doce com salsicha? Parecia errado. Provei e entendi não é um doce dominante, é um contraste sutil que equilibra a acidez do ketchup e a gordura da fritura. Hoem, não pulo mais essa etapa.
E aí, o que você achou desta receita? Seu hot dog coreano ficou crocante, com aquele queijo puxa-puxa dos sonhos? Conseguiu acertar a temperatura do óleo e a massa no ponto certo? Conta tudo para mim nos comentários logo abaixo! Adoro saber como foi a experiência na sua cozinha, se descobriu alguma adaptação genial ou se a galera aí em casa pediu bis.
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