A Fatia Húngara é um dos doces mais emblemáticos da confeitaria tradicional, conhecido por suas camadas delicadas e sabor inconfundível. Com raízes na Europa Central, essa sobremesa conquistou o paladar brasileiro e se tornou presença constante em festas, cafés coloniais e celebrações especiais. Sua preparação exige técnica e paciência, mas o resultado uma harmoniosa combinação de massa aerada, recheio cremoso e cobertura brilhante justifica todo o cuidado.
O segredo da autêntica Fatia Húngara está no equilíbrio entre texturas e sabores. A massa, fina e levemente crocante, contrasta com o recheio cremoso, tradicionalmente à base de baunilha ou chocolate. Já a cobertura de glacê, que pode ser de chocolate ou frutas, adiciona um toque final de sofisticação. Essa combinação perfeita faz com que cada garfada seja uma experiência única, onde se percebe a atenção aos detalhes que transformam ingredientes simples em uma sobremesa extraordinária.
Muitas vezes associada às receitas de família passadas de geração em geração, essa sobremesa tem o poder de despertar memórias afetivas. Nas confeitarias tradicionais, continua sendo um dos itens mais requisitados, prova de que alguns clássicos jamais saem de moda. Seja em versões mais tradicionais ou em releituras contemporâneas, a Fatia Húngara mantém seu lugar de destaque no mundo da confeitaria.
Sobre a fatia húngara
A Fatia Húngara, apesar do nome que remete à Hungria, tem suas raízes profundamente ligadas à tradição confeiteira da Áustria e do antigo Império Austro-Húngaro. Surgiu nos séculos XVIII e XIX como variação sofisticada dos bolos em camadas que faziam sucesso nas cortes europeias, combinando técnicas francesas de confeitaria com ingredientes típicos da Europa Central. O nome “húngara” provavelmente homenageia a contribuição da confeitaria magiar ao desenvolvimento dessa sobremesa que conquistou nobres e plebeus.
No Brasil, a Fatia Húngara chegou com os imigrantes europeus no século XX e rapidamente se adaptou aos paladares locais. Tornou-se especialidade de confeitarias familiares, principalmente no Sul do país, onde a influência da imigração europeia foi mais marcante. As versões brasileiras mantiveram a essência do doce original camadas de massa finíssima alternadas com recheios cremosos mas incorporaram toques tropicais, como o uso de goiabada ou coco em algumas variações regionais.
Tradicionalmente preparada para ocasiões especiais, a Fatia Húngara exige técnica apurada: cada camada de massa deve ser assada individualmente, os recheios precisam ter textura impecável e a montagem requer paciência artesanal. Nas famílias de origem europeia, era comum que a receita fosse guardada como segredo passado de mãe para filha, com pequenas variações que se tornavam marca registrada de cada casa.
Hoje, a Fatia Húngara continua sendo símbolo de requinte na confeitaria, presente tanto em festas de casamento quanto nas vitrines das melhores confeitarias. Sua história é um testemunho da evolução da doçaria internacional e da capacidade da culinária brasileira de absorver e reinventar tradições estrangeiras, criando algo único e especial.
Foto: Cozinhando com a Ly
Receita de fatia húngara fofinha simples e fácil
Categoria: Doces e sobremesasCozinha: HúngaraDificuldade: Médio12
fatias25
minutos30
minutos380
kcalAprenda a como fazer essa receita de fatia húngara fofinha de maneira bem simples e fácil, siga os passo a passos.
OBS: Algumas informações podem ser aproximadas.
Ingredientes
- Para a massa:
6 ovos (claras e gemas separadas)
6 colheres (sopa) de açúcar refinado
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de manteiga derretida
1 colher (chá) de essência de baunilha
- Para o recheio:
1 lata de leite condensado
2 colheres (sopa) de chocolate em pó 50%
1 colher (sopa) de manteiga
1 xícara de leite integral
2 colheres (sopa) de amido de milho
- Para a cobertura:
200g de chocolate meio amargo
1/2 xícara de creme de leite fresco
Modo de preparo
- Massa:
- Bata as claras em neve, acrescente o açúcar aos poucos
- Adicione as gemas uma a uma, depois a baunilha
- Por último, incorpore delicadamente a farinha peneirada e a manteiga
- Divida em 3 partes iguais e asse cada uma em forma redunta (20cm) untada por 30min a 180°C
- Recheio:
- Misture todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo médio
- Mexa até engrossar (textura de brigadeiro mole)
- Deixe esfriar
- Montagem:
- Empilhe as camadas de massa intercalando com recheio
- Reserve na geladeira por 1 hora
- Cobertura:
- Derreta o chocolate em banho-maria, misture com o creme de leite
- Cubra o bolo e volte à geladeira por 2 horas
Vídeo
Notas
- Massa perfeita: Asse cada camada separadamente para garantir uniformidade
- Sem grudar: Forre as formas com papel manteiga untado
- Consistência: O recheio deve ficar cremoso, não muito firme
- Armazenamento: Conserva por 3 dias refrigerado
Ficou com aquelas camadas perfeitas e o equilíbrio ideal entre a massa fofinha e o recheio cremoso? Conta pra gente aqui nos comentários como foi sua experiência! Você seguiu a receita tradicional ou deu um toque especial? Cada confeiteiro tem seu segredo qual foi o seu?
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Agora é só servir com orgulho essa obra-prima da confeitaria. Bom apetite!









